O dia que morri
11 de dezembro de 2008

No dia que quase morri, acordei.
Foi o dia que decidi que não poderia ser mais como antes, porque precisava matar o passado que me aflingia.
O tempo não parava de falar a minha mente.
Desejava matar muito mais que morrer nesse dia,
acabar com tudo que já foi feito principalmente.
Nem que tivesse que morrer ou matar diariamente para não mais chorar,
nunca mais.
Chorar talvez um dia, mas não pela minha suposta morte e nem pela dor.
Chorar de sorrir de alegria e de viver.
Sim, nada mais que sentir as lágrimas sobre a pele.
As gotículas geladas que incendeiam os pêlos.
Limpam os olhos para ver o futuro de glória e de vitória.
Não mais de morte e sim de vida, agora e sempre.

